Falando na mesa-redonda alusiva ao Dia Mundial do Turismo, sob o lema Agenda Digital e Inteligência Artificial para Redesenhar o Turismo afirmou que o sector vive mudanças profundas, com um turista mais conectado, informado e exigente.
Segundo Bicá, já não basta ter belas paisagens e património. É preciso transformar recursos em experiências, contar histórias e posicioná-las no espaço digital global e competitivo.
Para a dirigente, preservar o património é manter vivas línguas, saberes, danças, gastronomia e rituais. Apontou a digitalização de acervos, realidade aumentada e mapas interactivos como formas de projectar a Ilha através de um telemóvel.
Sublinhou que turismo inteligente não é só redes sociais, mas um ecossistema que usa dados e inovação para melhorar a experiência de quem escolhe Nampula.
Defendeu que a inovação só faz sentido se chegar às comunidades, artesãos, guias, jovens e mulheres da cadeia de valor, e que o profissional do futuro deve juntar hospitalidade e competências digitais.
No fim, desafiou académicos da UniLúrio, a apresentarem propostas concretas para que o Governo e sector privado tornem Nampula um destino mais digital, competitivo e próximo de turistas e investidores.
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